Aos 88 anos, morre o minimalista Robert Ryman, famoso por suas pinturas em tons de branco

Robert Ryman com seus quadros brancos foi, muitas vezes, considerado como o elo entre o expressionismo abstrato e o minimalismo.

Conhecido e aclamado por suas minimalistas pinturas brancas, o artista abstrato Robert Ryman morreu nesta sexta-feira (8) aos 88 anos em sua residência em Nova Iorque. Nascido em Nashville, nos Estados Unidos, seu conhecimento sobre arte foi adquirido durante o período de sete anos, entre 1953 e 1960, em que trabalhou como segurança no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), nunca tendo estudado formalmente na área – e, ainda assim, tornando-se um dos maiores nomes da arte contemporânea.

Foto: Reprodução

Influenciado por Mark Rothko, seus trabalhos monocromáticos foram desenvolvidos ao longo da onda expressionista-abstrata que tomava o mundo no século XX. O MoMA, em uma exposição retrospectiva do artista realizada em 1993, declarou que “Enquanto Ryman pratica a forma mais redutiva de pintura, limitando-se a tinta branca em uma superfície quadrada, seu trabalho é intensamente expressivo e rico visualmente.”

Críticos, jornalistas, artistas e estudiosos lamentam enormemente a morte do artista. A “Pace Gallery”, onde tradicionalmente eram expostos seus trabalhos, confirmou o falecimento de Ryman com uma declaração sobre seu legado e importância para a arte: “Nós lamentamos a perda, e celebramos o eterno legado de sua arte e sua influência em como vemos o mundo.”

Robert Ryman, Sem Título, 26 x 26 cm, 1930. Christie’s, Nova Iorque.

 

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