Na luta contra os coronavírus, artistas doam fotos para ajudar a comunidade de São Paulo

Através do projeto "150 fotos de São Paulo", as pessoas podem usar 150 reais para comprar fotos de artistas famosos, os recursos serão utilizados para duas ações sociais

A doença covid-19 se espalha por todo o planeta, mudando todo o modo de vida, estilo de se relacionar e contato. Na linha de frente, médicos, enfermeiros, todo o pessoal do departamento de saúde, correios, motoboys e imprensa estão atuando para ajudar essa crise a passar o mais rápido o possível.  Além disso, também se encontram outros profissionais na linha de frente, são eles: fotógrafos e videógrafos, que também começaram a registrar as tragédias que ocorreram com excelentes imagens. Não números e estatísticas, mas pessoas, familiares, amigos.

Uma das imagens mais antigas e poderosas é uma frota de veículos militares repleta de caixões na bela cidade italiana de Bergamo, localizada na região da Lombardia e uma das áreas mais afetadas da Itália. Um médico de um hospital local emitiu um pedido de ajuda. A revista Perimetro aceitou e, de repente, nasceu o projeto de 100 fotos de Bergamo. O leilão de fotos on-line reuniu 100 fotógrafos de todo o mundo – eles doaram suas fotos para ajudar o hospital Pio Giovanni XXIII. Os 700.000 Euros arrecadados foram doados ao hospital.

Dois fotógrafos brasileiros participaram do projeto: Rafael Jacinto e Victor Sensan, que vivem em Milão desde 2018. Então, a ideia de fazer a mesma coisa no Brasil nasceu a partir daí. O projeto foi criado a partir de conexões: Rafael chamou os produtores culturais Flávia Padrão e Monica Maia. A equipe também contou com a presença do fotógrafo paulista Bice Costa. Outros amigos também foram convidados a participar da organização, um total de dez pessoas. A equipe também recebeu apoio de designers, galerias e estúdios de impressão, o que facilitou o projeto. O convite começou e 150 fotógrafos brasileiros concordaram em doar suas imagens.

Os recursos arrecadados serão doados à paróquia de São Miguel Arcanjo, na região de Mooca, coordenada pelo padre Julio Lancellotti para ajudar os desabrigados; no projeto Treino na Laje, em Sophia Bisilliat. As aulas de ioga geralmente são ministradas a mulheres e jovens nos subúrbios de São Paulo, mas durante a quarentena, causada pela pandemia de coronavírus, tornou-se um ponto de distribuição de cestas básicas, um kit de dieta e higiene para as pessoas mais necessitadas.  “O formato deste projeto me agrada muito”, explica, por e-mail e desde Milão, Rafael Jacinto, um dos idealizadores. “Trata-se de um projeto coletivo, que utiliza a fotografia para uma ajuda imediata.”

 

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