Paquistão será representado por Naiza Khan em sua primeira participação na Bienal de Veneza

"Manora Field Notes" explora a vida contemporânea na Ilha Manora, ao sul da cidade portuária paquistanesa de Karachi.

Pela primeira vez, o Paquistão participará oficialmente da Bienal de Veneza e, em sua estréia, será representado com uma exposição individual da artista Naiza Khan. A exposição “Manora Field Notes” explora a vida contemporânea na Ilha Manora, ao sul da cidade portuária paquistanesa de Karachi, que já foi um destino turístico popular do país e hoje é conhecida por seus templos hindus, túmulos sufis e praias devastadas pelo crescimento urbano.

Khan, que atualmente trabalha em Londres e Karachi, produz pinturas, desenhos e peças mistas que abordam como lugares específicos no Paquistão estão evoluindo, além de outras questões afetam o sul da Ásia, investigando os legados do colonialismo, das migrações de trabalhadores e do desenvolvimento urbano local.

Naiza Khan, “À deriva”, 2016. Carvão e conte em Magnani, 100 x 70 cm

A artista diz que sua apresentação de Veneza é resultado de vários anos de pesquisa e que suas obras podem estar situadas “dentro de uma conversa mais ampla que liga Veneza às penínsulas persa-indiana-árabe através de histórias de comércio marítimo e império”.

A curadora do projeto, Zahra Khan, diz que Naiza é a artista ideal para representar o Paquistão em um espaço global e que a exposição trará “à vida a história náutica, multicultural e multireligiosa da Ilha Manora.”

A exposição “Manora Field Notes” é apoiada pelo Conselho Nacional das Artes do Paquistão e pelo Ministério da Informação e Radiodifusão, e é organizada pela Foundation Art Divvy, que foca em mostrar a arte contemporânea do Paquistão.

Em comunicado, a artista, cujo trabalho já havia aparecido em outras importantes bienais pelo mundo, afirmou: “Estou honrada em representar o Paquistão e poder compartilhar esse novo trabalho”.

Naiza Khan. Foto de Carlotta Cardana

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